Título: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares
Autor: Ransom Riggs
Editora: Leya
Ano de publicação: 2012
Páginas: 335
Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares: elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por algum motivo... E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.
Que atire a primeira pedra o leitor que nunca comprou um livro pela capa. Ou ainda, aquele que nunca tentou adivinhar a história do livro só em olhar a sua capa. Pois bem... Foi o que aconteceu comigo em “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”.
Estava eu passeando pela livraria, quando me deparei com aquela capa estranha. Folheei o livro e vi umas fotos bem bizarras. A sinopse falava sobre um orfanato em uma ilha isolada com crianças da década de 1940 que ainda poderiam estar vivas sem ter envelhecido. Logo pensei numa história de fantasmas (meio parecida com aquele filme espanhol chamado “O orfanato”. Aliás, um filme excelente) e me enchi de expectativas. Mas a sábia filosofia de Facebook já dizia:
Pois é! O livro seguiu um rumo totalmente diferente do que eu havia imaginado. Bom ou ruim? Eu diria... peculiar.
Em “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”, Jacob é um jovem de 16 anos que sempre gostou de ouvir as histórias contadas pelo seu avô, principalmente aquelas sobre a infância dele em um orfanato. Essas histórias eram repletas de aventuras e magia e tinham personagens bem estranhos, como um garoto invisível, uma menina que flutuava, entre outros.
À medida que foi crescendo, Jacob começou a duvidar da veracidade dessas histórias e passou a acreditar que tudo era fruto da mente criativa e perturbada do avô, que viveu os horrores da guerra.
Até que Abraham, avô de Jacob, morre em circunstâncias bem suspeitas e o garoto acredita ter visto uma criatura monstruosa onde o corpo foi encontrado. Então, Jacob parte para a isolada ilha no País de Gales onde ficava o orfanato para tentar desvendar os mistérios acerca da vida do seu avô.
Qualquer coisa que eu fale sobre a história a partir do momento que o protagonista chega ao orfanato será spoiler. Vou parar por aqui. O que posso dizer é que ela toma outra direção. Como disse no início, a capa, a sinopse e as fotos que o livro traz me prepararam para uma história mais sombria. Até existem passagens bem tensas, mas nada tão assustador quanto eu imaginei que seria.
Apesar da “trollagem literária”, o livro apresenta uma história interessante e bem desenvolvida dentro daquilo que o autor propõe, contada em primeira pessoa, sempre da perspectiva de Jacob, um personagem bastante carismático. Aliás, os outros personagens também são bem construídos, principalmente a Srta. Peregrine e as suas crianças peculiares, cada uma com suas características fantásticas.
A narrativa do livro é cheia de reviravoltas, mas Ransom Riggs (que tem uma escrita bastante agradável, irreverente e fácil de ler) não deixa pontas soltas e tudo é devidamente explicado. Mesmo que algumas vezes as explicações sejam bizarras demais.
Outro ponto forte são as fotos, que casam perfeitamente com a história e ajudam para criar um clima de total imersão no que está sendo contado. É incrível a experiência de ler a descrição de uma personagem que flutuava e encontrar uma foto dela na página seguinte. E dizem que são fotografias reais... #medo
Enfim, apesar de não ser exatamente o que eu esperava, “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares” me cativou e se revelou uma grata surpresa. Um livro indicado para quem gosta de uma boa história de fantasia com doses de suspense e de um enredo original e criativo.
O livro será adaptado para o cinema em breve, com previsão de estreia para 4 de março de 2016. A adaptação será dirigida por Tim Burton e contará com a presença de Eva Green (Sombras da noite) como a Srta. Peregrine e Asa Butterfield (O menino do pijama listrado, A invenção de Hugo Cabret) como Jacob. Expectativa nas alturas!
Em tempo: “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares” é o romance de estreia de Ransom Riggs e faz parte de uma série. A sua continuação, “Hollow City”, foi publicada lá fora em janeiro de 2014 e teve os direitos de publicação no Brasil adquiridos pela Editora Intrínseca.
Que atire a primeira pedra o leitor que nunca comprou um livro pela capa. Ou ainda, aquele que nunca tentou adivinhar a história do livro só em olhar a sua capa. Pois bem... Foi o que aconteceu comigo em “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”.
Estava eu passeando pela livraria, quando me deparei com aquela capa estranha. Folheei o livro e vi umas fotos bem bizarras. A sinopse falava sobre um orfanato em uma ilha isolada com crianças da década de 1940 que ainda poderiam estar vivas sem ter envelhecido. Logo pensei numa história de fantasmas (meio parecida com aquele filme espanhol chamado “O orfanato”. Aliás, um filme excelente) e me enchi de expectativas. Mas a sábia filosofia de Facebook já dizia:
Pois é! O livro seguiu um rumo totalmente diferente do que eu havia imaginado. Bom ou ruim? Eu diria... peculiar.
Em “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”, Jacob é um jovem de 16 anos que sempre gostou de ouvir as histórias contadas pelo seu avô, principalmente aquelas sobre a infância dele em um orfanato. Essas histórias eram repletas de aventuras e magia e tinham personagens bem estranhos, como um garoto invisível, uma menina que flutuava, entre outros.
À medida que foi crescendo, Jacob começou a duvidar da veracidade dessas histórias e passou a acreditar que tudo era fruto da mente criativa e perturbada do avô, que viveu os horrores da guerra.
Até que Abraham, avô de Jacob, morre em circunstâncias bem suspeitas e o garoto acredita ter visto uma criatura monstruosa onde o corpo foi encontrado. Então, Jacob parte para a isolada ilha no País de Gales onde ficava o orfanato para tentar desvendar os mistérios acerca da vida do seu avô.
Qualquer coisa que eu fale sobre a história a partir do momento que o protagonista chega ao orfanato será spoiler. Vou parar por aqui. O que posso dizer é que ela toma outra direção. Como disse no início, a capa, a sinopse e as fotos que o livro traz me prepararam para uma história mais sombria. Até existem passagens bem tensas, mas nada tão assustador quanto eu imaginei que seria.
Apesar da “trollagem literária”, o livro apresenta uma história interessante e bem desenvolvida dentro daquilo que o autor propõe, contada em primeira pessoa, sempre da perspectiva de Jacob, um personagem bastante carismático. Aliás, os outros personagens também são bem construídos, principalmente a Srta. Peregrine e as suas crianças peculiares, cada uma com suas características fantásticas.
“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria apenas comum quando coisas extraordinárias começaram a acontecer comigo. A primeira delas foi um choque terrível, e assim como qualquer coisa que muda você pra sempre, dividiu minha vida em duas partes. Antes e depois. Como muitas das coisas extraordinárias que viriam, ela envolveu meu avô, Abraham Portman .” (p. 8)
“Porque não éramos como as outras pessoas. Éramos peculiares.” (p. 10)
“Eu costumava sonhar em fugir da minha vida comum, mas minha vida nunca havia sido comum. Simplesmente não conseguira notar como ela era extraordinária.” (p. 331)
A narrativa do livro é cheia de reviravoltas, mas Ransom Riggs (que tem uma escrita bastante agradável, irreverente e fácil de ler) não deixa pontas soltas e tudo é devidamente explicado. Mesmo que algumas vezes as explicações sejam bizarras demais.
Outro ponto forte são as fotos, que casam perfeitamente com a história e ajudam para criar um clima de total imersão no que está sendo contado. É incrível a experiência de ler a descrição de uma personagem que flutuava e encontrar uma foto dela na página seguinte. E dizem que são fotografias reais... #medo
Enfim, apesar de não ser exatamente o que eu esperava, “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares” me cativou e se revelou uma grata surpresa. Um livro indicado para quem gosta de uma boa história de fantasia com doses de suspense e de um enredo original e criativo.
O livro será adaptado para o cinema em breve, com previsão de estreia para 4 de março de 2016. A adaptação será dirigida por Tim Burton e contará com a presença de Eva Green (Sombras da noite) como a Srta. Peregrine e Asa Butterfield (O menino do pijama listrado, A invenção de Hugo Cabret) como Jacob. Expectativa nas alturas!
Em tempo: “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares” é o romance de estreia de Ransom Riggs e faz parte de uma série. A sua continuação, “Hollow City”, foi publicada lá fora em janeiro de 2014 e teve os direitos de publicação no Brasil adquiridos pela Editora Intrínseca.





Nunca tinha ouvido falar desse livro. Vou procurar mais sobre ele.
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