Sinopse
Em um futuro não muito
distante, da sua miséria em OASIS. Mas ter achado a primeira pista para o
tesouro deixou as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma
chamada OASIS. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do
programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da
humanidade, o jovem Wade Watts escapa a sua vida bastante complicada. De
repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros
competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas:
filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um lugar bom para viver.
Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.
A história de “Jogador nº 1” se passa em 2045, num mundo caótico marcado pela crise de energia, mudanças climáticas catastróficas, fome, pobreza, doenças e guerras.
Como válvula de escape dessa realidade nada agradável, a maioria das pessoas passa grande parte do dia conectada ao OASIS, uma utopia virtual onde elas podem ser o que quiserem (de uma versão melhorada da sua aparência real, até um mago ou elfo saído direto da Terra Média). Conectados à plataforma, os usuários estudam, trabalham e vivem aventuras em qualquer um de seus milhares de planetas.
O criador do OASIS é James Halliday, um fanático da cultura pop dos anos 1980. No dia da sua morte, Halliday divulga o Convite de Anorak, uma mensagem em vídeo onde ele revela que escondeu três chaves dentro do OASIS. O primeiro que encontrá-las herdará toda a sua fortuna e um enorme poder, mas para isso terá que desvendar uma série de enigmas baseados nas músicas, filmes, seriados e jogos do fim do século XX.
Cinco anos se passaram desde o início da caça ao tesouro. Ninguém encontrou nada e alguns começam a duvidar da sua existência. Até que o jovem Wade Watts desvenda o primeiro enigma. A caçada toma um novo fôlego e outros jogadores começam a busca. Jogadores mais poderosos e dispostos a fazer qualquer coisa pelo prêmio. Então, Wade precisa correr contra o tempo e vencer, pois essa é a única maneira dele sobreviver.
Não vivi na década de 1980 e nem sou um nerd apaixonado por videogames (apesar de dizerem que pareço um). Logo, “Jogador nº 1” não seria o livro ideal para mim, certo?
Errado! Apesar de não conhecer cerca de 70% das coisas que o livro faz referência, a leitura e o entendimento da história em nada foram prejudicados. Até porque, muitas vezes, o autor explica o que são aqueles jogos, músicas, filmes e seriados de televisão.
Dividido em três partes, “Jogador nº 1” é narrado em primeira pessoa. O tempo todo acompanhamos a história pelos olhos de Wade (ou Parzival, seu avatar no OASIS), um personagem engraçado, impetuoso, sagaz e extremamente carismático. Aliás, esse é um dos pontos fortes do livro. Todos os personagens são bem construídos e desenvolvidos ao longo da história. A empatia com Wade, Aech e Art3mis é imediata.
“Havíamos nascido em um mundo feio e o OASIS era o nosso refúgio de felicidade .” (p. 48)
“O OASIS permite que você seja quem quiser. Por isso todo mundo é viciado nele.” (p. 217)
“Criei o OASIS porque nunca me senti à vontade no mundo real. Eu não sabia como me relacionar com as pessoas. Senti medo durante toda a minha vida. Até eu sabe que estava terminando. Foi quando eu percebi que, por mais assustadora e dolorosa que a realidade possa ser, é também o único lugar onde se pode encontrar felicidade de verdade. Porque a realidade é real.” (p. 451)
A trama que o livro apresenta também é bastante original e criativa. A paixão do autor pela década de 1980 transborda pelo texto ágil e bem escrito, tornando a leitura rápida e prazerosa. Posso até dizer que foi uma das melhores leituras que fiz esse ano (até agora). Não por ser uma obra prima ou trazer profundas reflexões. Pelo contrário. É um livro despretensioso e inteligentemente encantador.
“Jogador nº 1” é uma divertida ode aos anos 1980; uma homenagem ao estilo nerd/geek. Mas acima de tudo, é um a boa história e muito bem contada.




Nenhum comentário:
Postar um comentário