Autor: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro
Ano de publicação: 2011
Páginas: 240
Páginas: 240
Sinopse
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1941.
A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de
horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina
Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente
ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com
a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam
fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de
Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo,
se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por
todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No
entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua
família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços
estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar
perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180
dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los
vivos.
"A vida em tons de cinza" conta a historia de Lina, uma menina lituana que foi arrancada de casa, pela polícia soviética, junto com a mãe (Elena) e o irmão (Jonas). |
Elena, já sabendo que isso poderia acontecer, havia costurado alguns
objetos de valor em um sobretudo - estes objetivos serviriam para salvar suas
vidas algumas vezes.
Eles foram jogados em um vagão de trem com mais 46 pessoas em condições subumanas sem saber qual seria o destino.
Eles foram jogados em um vagão de trem com mais 46 pessoas em condições subumanas sem saber qual seria o destino.
“Bati a porta e olhei meu rosto no espelho. Não fazia ideia de quão rapidamente ele iria mudar, perder o viço. Se fizesse, teria encarado meu reflexo para gravá-lo na memória. Era a última vez que eu iria me olhar num espelho por mais de uma década.” (p.17)
“Vocês algum dia já pensaram em quanto vale a vida de uma pessoa? Naquela manhã, a vida do meu irmão custou um relógio de bolso.” (p.27)
Após 42 dias de viagem, chegam ao campo de trabalho de Altai. Alojados em cabanas, que já possuem donos, eles “pagam” para morar nelas, com cigarro, batata, beterraba, pedaços de madeira, qualquer coisa que
conseguissem.
São escravizados, por mais de 12 horas por dia, em troca de pedaços de pão. Para comerem alguma coisa, além do pão, têm que roubar.
São escravizados, por mais de 12 horas por dia, em troca de pedaços de pão. Para comerem alguma coisa, além do pão, têm que roubar.
“Enjoada, deixei escapar um arquejo. Mamãe virou a cabeça para mim com um movimento brusco . Ele me segurou pelos braços e os colocou contra as laterais do meu corpo. Olhou-me dos pés a cabeça e sorriu. Então estendeu a mão e apalpou meu seio. Senti suas unhas mal cortadas arranharem minha pele.” (p.75)
O livro é narrado por Lina e intercala
momentos do presente com as lembranças de um passado feliz. É dividido em três
partes: ladrões e prostitutas, conta a viagem até o campo de Altai; mapas e
serpentes, conta os dias que passaram em Altai; e a última e mais triste de
todas, gelo e cinzas, nessa parte, vocês vão descobrir o porquê do cinza.
Após 306 dias vivendo em um inferno e achando que as coisas não poderiam ficar piores, elas ficaram. Alguns grupos de pessoas embarcaram novamente para outro destino, o Circulo Polar Ártico.
E a história só estava começando...
Comprei esse livro pela capa, nunca tinha ouvido falar nele.
Após 306 dias vivendo em um inferno e achando que as coisas não poderiam ficar piores, elas ficaram. Alguns grupos de pessoas embarcaram novamente para outro destino, o Circulo Polar Ártico.
E a história só estava começando...
“As crianças pequenas começaram a morrer. Mamãe levou sua ração de comida para um menino faminto. Ele já estava morto, com a minúscula mãozinha estendida a espera de um pedaço de pão... Disenteria, tifo e escorbuto iam se espalhando pelo campo. Piolhos se banqueteavam em nossas feridas abertas..” (p.214)
Comprei esse livro pela capa, nunca tinha ouvido falar nele.
Gente... Chega a doer a leitura desse livro.
Primeiro dá uma vontade de pegar aquelas pessoas e colocar no colo, abraçar, colocar debaixo de uma coberta bem quentinha.
Depois dá vontade de gritar aos quatro cantos, onde todo mundo estava quando essas atrocidades aconteceram?
Claro que não vivo no mundo de Alice (no país das maravilhas) e sei que muitas atrocidades aconteceram e acontecem (infelizmente), mas não doe menos por isso.
Esse não é só um livro maravilhoso, indescritível, inesquecível
(me falta adjetivos!) ..., é o grito de um povo esquecido. Os países
bálticos, Lituânia, Estônia e Letônia perderam mais de um terço da sua população durante o genocídio soviético.
A autora dessa maravilha é Ruta Sepetys. Filha de Lituano, ela começou a conhecer o passado do seu povo, ao perceber que não havia fotos dos seus avós paternos.
A partir daí, entra em uma jornada de pesquisa, entrevistas, viagens, chegando a passar algum tempo em uma prisão soviética, para tentar descrever um pouco dessa história no seu primeiro livro.
Quem quiser saber um pouco mais dessa
história, (além de ler o livro, é claro!) pode acessar o site da editora (http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/ver/139). Lá
vocês vão encontrar uma entrevista com essa escritora maravilhosa, além de um
vídeo feito com alguns sobreviventes.
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Uma bela descrição. Me deixou com vontade de ler o livro. Mesmo sabendo que será uma história que não nos reservará alegrias, mas nos despertará a humanidade.
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